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Fonoaudiologia e Neuromodulação

Fonoaudiologia e Neuromodulação

Existem alguns métodos de neuromodulação , como a estimulação cortical epidural, que é uma técnica invasiva, ou seja é o implante de eletrodos em áreas específicas do cérebro, chamada DBS.
E existem outros dois métodos de neuromodulação não invasiva
A Estimulação Magnética Transcraniana (EMT ou TMS em inglês) e Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (ETCC ou tDCS em inglês).

A estimulação magnética transcraniana pode ser usada para o mapeamento cerebral de regiões específicas, ou para reabilitação de áreas afetadas como por exemplo AVC, as doenças neurológicas como a doença de Parkinson, ataxias que podem afetar a deglutição (chamadas de disfagia), a fala chamada de disartrias, a doença de Alzheimer que afeta a cognição (memória, raciocínio lógico, funções executivas) e entre outros, dessa forma o tratamento combinado fonoterapia + neuromodulação potencializa e trás resultados mais breves para o paciente

Com a neuromodulação, podemos focar em áreas específicas, estimulando áreas motoras da fala, voz, deglutição e também da cognição.

A neuromodulação modula as atividades cerebrais por meio de efeitos excitatórios, que aumentam a estimulaçã neural ou inibitórios que diminuem a estimulação neural.

Esta técnica é segura e tem sido cada vez mais amplamente utilizada na prática clínica.

E aí, o que você achou dessas informações?
Quer incluir a neuromodulação na sua terapia?
Envie uma mensagem contando sua experiência clínica

Dra Giovana Diaferia CRFa 2-11044
Clínica de Fonoaudiologia, neurorreabilitação, neuromodulação e medicina do sono
Atendimentos
Unidade 1: Rua Bom Pastor cj 2224 cj 110 Ipiranga
Unidade 2: Rua Sergipe 401 cj 1003 Higienópolis
Mais informações 11-94751-0799

Clique no link abaixo para ver o video 👇

https://youtu.be/4E2-EFjFhV4

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Parecer do CFFa – O uso da Neuromodulação não invasiva em Fonoaudiologia

Parecer do CFFa – O uso da Neuromodulação não invasiva em Fonoaudiologia

A estimulação cerebral inclui métodos não invasivos como a estimulação magnética transcraniana (EMT), a estimulação transcraniana por corrente contínua (ETCC), a estimulação transcraniana por corrente alternada, Transcranial alternating current stimulation (tACS), Transcranial random noise stimulation (tRNS) e métodos invasivos, como a estimulação cortical epidural. As técnicas não invasivas (conhecidas em inglês como NIBS – Non Invasive Brain Stimulation) têm sido aplicadas de forma terapêutica em alterações motoras, cognitivas e psiquiátricas (Lefaucheur, 2016).

A estimulação magnética transcraniana (conhecida em inglês com TMS) também é utilizada para o mapeamento cerebral e para entender a atividade cerebral de regiões específicas (Erickson et al., 2017).

A estimulação magnética transcraniana é baseada no princípio de que um campo magnético forte pode excitar elementos neuronais através do couro cabeludo. A TMS aplicada através de bobina fixada sobre o couro cabeludo induz um campo magnético que penetra a pele e induz corrente elétrica em áreas cerebrais específicas.

O seu uso terapêutico propõe efeitos excitatórios ou inibitórios e a estimulação pode ser realizada em uma área específica, de acordo com as características patológicas da condição subjacente. A área cerebral estimulada depende do tamanho e do formato da bobina, e os efeitos dependem da frequência, intensidade e do padrão da estimulação

Leia o artigo completo

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SALIVAÇÃO NA DOENÇA DE PARKINSON

SALIVAÇÃO NA DOENÇA DE PARKINSON

As alterações na deglutição que é o ato de engolir, pode estar prejudicada até mesmo para engolir a própria saliva da boca, sendo frequente nos pacientes com a Doença de Parkinson, principalmente nos estágios mais avançados desta enfermidade.

A salivação em excesso na boca seguida de escape por entre os lábios ou acumulada geralmente nos cantos da cavidade oral é um sinal clínico de dificuldade de deglutição. Além disso, ela pode escapar desagradavelmente (a conhecida e popular baba), tornando-se um fator constrangedor no meio social  ou até atrapalhar a emissão correta dos sons da fala, comprometendo a sua inteligibilidade. Quando acumulada na “garganta” e não engolida, essa saliva também aumenta a possibilidade de ENGASGOS e dá a sensação aflitiva de uma voz molhada, o que também dificulta na compreensão da fala. Além disso, a presença de grande quantidade de saliva pode dificultar na realização dos exercícios realizados durante o tratamento fonoaudio­lógico da voz e/ou deglutição.

O acúmulo de saliva na boca pode ser causado devido ao enfraquecimento da musculatura da boca (língua, lábios, bochechas, céu da boca), pela falta de sensibilidade, pela rigidez muscular, lentidão, falta de coordenação e controle dos músculos da cavidade oral que estão prejudicados nos pacientes com a Doença de Parkinson.

A saliva acumulada na boca não é devido ao aumento de produção de saliva (embora em alguns pacientes isso possa ocorrer), mas de maior dificuldade em engoli-la. Em condições normais, engole-se saliva automaticamente à medida que ela vai sendo produzida. Na Doença de Parkinson, esse movimento motor automático deixa de ser realizado, o que leva a acúmulo de saliva, que pode escorrer pelo canto da boca ou até mesmo a saliva fazer o trajeto errado, ou seja, em vez de ir para o estômago, ela vai penetrar na laringe, passando pelas pregas vocais, traquéia e chega aos pulmões, podendo desenvolver uma pneumonia, o que pode ser grave, resultando em morte por asfixia, aspiração ou pneumonia, obrigando a uma atenção constante de seus familiares e/ou cuidadores.

Cuidados bucais regulares podem ajudar a controlar esse quadro, além disso, uma consulta com fonoaudiólogo para orientações e treino de técnicas que facilitem ou melhorem a deglutição pode ser igualmente benéfico e também consultas regulares com o médico para adequar a mediçação para o controle da saliva e nos casos mais graves o médico pode fazer aplicação de toxina botulínica em glândulas salivares, associada ao tratamento fonoaudiológico.

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DICAS PARA MELHORAR A COMUNICAÇÃO NA DOENÇA DE PARKINSON

DICAS PARA MELHORAR A COMUNICAÇÃO NA DOENÇA DE PARKINSON

Dicas para familiares e amigos

  • Membros da família são geralmente as melhores pessoas para ajudar o paciente com DP. Há muitas coisas que cuidadores, familiares e amigos podem fazer para ajudar a pessoa com a DP que apresenta disartria.
  • A primeira coisa mais importante é encorajar o indivíduo a fazer terapia fonoaudiológica quando houver alteração de voz e fala. Além disso, propiciar um ambiente simples, porém efetivo para a comunicação e implementar modificações no comportamento.
  • Fale próximo e de frente enquanto conversam
  • Procure o local mais claro – LOF
  • Fale claro e pausadamente, num tom de voz nem demasiado alto nem demasiado baixo
  • Evite ruídos próximos (rádio, televisão ou conversas próximas)
  • Se for possível, segure na mão do idoso ou ponha a sua mão no ombro dele
  • Module a fala e use gestos e expressões de apoio à comunicação
  • Evitar fala infantilizada

Facilitadores da Comunicação: estratégias para uma comunicação eficiente

  • Adquira o hábito de olhar uns para os outros durante a conversação. A leitura dos lábios melhoram bastante a compreensão.
  • Elimine qualquer ruído de fundo durante a conversa. Desligue televisões ou rádios, feche janelas e portas de locais barulhentos, etc.
  • Saiba que a máscara facial (falta de movimento nos músculos da face) é uma característica da DP. Indivíduos com DP podem sentir emoções que não capazes de demonstrar devido essa rigidez facial. Não assuma que o paciente não compreendeu sua mensagem. Evite esperar respostas faciais para saber se a mensagem foi transmitida.
  • Pratique exercícios de expressão facial, tais como: bravo, alegre e enfadado
  • Faça alongamento nos músculos do pescoço
  • Estimule e pratique o uso de frases curtas ao falar.
  • O paciente é capaz de colocar maior suporte respiratório em frases curtas.
  • Faça perguntas que possam ser respondidas em frases curtas.
  • Escolha perguntas que dêem opções limitadas de respostas, por exemplo: Você gostaria de ovos ou panquecas para o almoço?
  • Seja paciente.
  • Não tenha pressa ou force respostas.
  • Permita que a pessoa tenha tempo para se comunicar.
  • Paciente se sente encorajado quando ele tem tempo e não é forçado a responder

Fga Dra. Giovana Diaféria

Coordenadora do departamento de Fonoaudiologia na Associação Brasil Parkinson

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20 DICAS PARA PREVENIR ENGASGOS NA DOENÇA DE PARKINSON

20 DICAS PARA PREVENIR ENGASGOS NA DOENÇA DE PARKINSON

1- Procurar um(a) dentista no caso de usar prótese dentária que não esteja bem colocada na boca;

2- O ambiente em que irá se alimentar deve ser calmo, iluminado, sem interferência de rádio e/ou televisão e também evitar conversas durante as refeições;

3- Realizar às refeições sentado(a) à mesa e evitar se alimentar deitado na cama ou no sofá sempre que possível;

4- Utilizar utensílios que facilitam a refeição: talher adaptado com peso para reduzir tremor, colher curvada e prato térmico

5- Não esticar o pescoço para trás para engolir;

6- Manter a postura da cabeça e do quadril em 90 graus;

7- Comer sempre com os pés apoiados no chão;

8- Não ter pressa para comer;

9- Engolir toda a comida antes de dar uma nova mordida ou colherada;

10- Evite alimentos grudentos e secos como: pão de leite, pão de forma, bolacha água e sal, coco ralado, pipoca e farináceos (como aveia em farelo). Caso necessário, coma alimentos mais pastosos ou semi-sólidos e tome líquidos mais grossos, pois o engasgo com alimento líquido é o mais frequente;

11-  Dar preferência para copos de boca larga para beber líquidos;

12- Após a refeição limpe a boca passando a língua nos dentes e no céu da boca

13-Após cada refeição, realizar higienização oral (limpeza dos dentes), tendo você os dentes naturais ou  próteses dentárias;

14- Não  deitar logo após as refeições, para garantir o esvaziamento completo do conteúdo alimentar do esôfago;

15- Pense em engolir – Lembre-se de engolir saliva frequentemente e antes de falar;

16- Engula pelo menos 2 vezes após a mastigação do alimento na boca;

17- Dê somente pequenos goles nos líquidos (não beba rápido) e faça pequenas mordidas nos alimentos;

18- Alterne mordidas e goles. Isto ajudará a limpar a comida da boca e da garganta;

19- Seja cuidadoso ao usar canudos. Os canudos são indicados quando se têm tremor severo ou movimentos involuntários (discinesias). Mas, não coloque o canudo muito para trás, na boca;

20- Deixe seu queixo para baixo ou paralelo à mesa. Há uma tendência de  elevar o queixo quando bebe-se o último gole de líquido em um copo ou garrafa. Quando o queixo está elevado, a traquéia está mais aberta e pode escorrer para os pulmões. Está posição aumenta o risco de aspiração.

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SONO E DOENÇA DE PARKINSON

SONO E DOENÇA DE PARKINSON

A Doença de Parkinson é uma condição neurológica caracterizada pelo tremor em repouso, rigidez, dificuldade para realizar movimentos e problemas na coordenação e equilíbrio.
Os Distúrbios do Sono também são manifestações que acompanham o paciente com a Doença de Parkinson, sendo que 60% a 83% dos pacientes apresentam insônia e a sua frequência aumenta com o avançar da idade e à medida em que a doença progride.

As alterações do sono decorrem de diversos fatores, principalmente das modificações neuroquímicas próprias da doença, e também sofrem influências da bradicinesia (lentidão dos movimentos), rigidez, movimentos periódicos dos membros inferiores, dores, câimbras, tremores, ronco, apneia do sono e dos medicamentos utilizados no seu tratamento.

Além disso, os tremores, podem se tornar mais frequentes à noite. Mesmo quando consegue adormecer, a pessoa acaba acordando várias vezes. Isso acontece em pelo menos 74% dos casos e impede o paciente de alcançar os estágios mais profundos do sono, com consequente redução da eficiência do sono. Não conseguindo ter um sono noturno adequado, o paciente tem maior propensão a sonolência diurna excessiva, o que  atrapalha nas atividades diárias, causa irritabilidade e cansaço, prejudicando a qualidade de vida e ainda pode trazer risco para os pacientes que continuam dirigindo ou que operam ferramentas em geral, por exemplo, na cozinha ou no jardim da sua casa.

Dicas úteis para uma boa qualidade de sono:

– procure deixar o quarto escuro e silencioso, se não gosta de dormir no escuro deixe uma lâmpada azul bem fraquinha num canto do quarto, isso é suficiente por exemplo se precisar levantar para ir ao banheiro. A temperatura do quarto deve ser confortável, nem frio e nem quente !.

– evite ingerir alimentos pesados e procure deitar-se somente após um mínimo de 2 horas após o jantar. Um chá morninho de ervas – Melissa, Camomila, Erva Doce ajuda a preparar o corpo para o sono.

– evite beber chá preto, chá mate e café no período da noite pois podem dificultar o início do sono.

– só tome comprimidos para dormir com orientação médica.

– evite exercícios físicos no final da tarde ou à noite pois estes costumam dificultar o sono.

– tome um banho morno antes de deitar se sentir que isto facilita o sono.

– se tiver insônia não fique na cama. Procure ouvir música ou ler.

– use roupas leves e confortáveis para dormir de acordo com a estação do ano.

– verifique as condições do seu colchão e dos lençóis deixando –os bem esticados.

– evite o consumo excessivo de líquidos após as 18:00 horas.

– evite assistir TV antes de dormir, o ideal é que fique uma boa meia hora, depois de desligar a TV, fazendo uma atividade com um foco de luz indireto, por exemplo uma leitura, ver revistas, fazer palavra cruzada pois isto prepara o corpo e a mente para o sono.

– evite fumar e consumir bebida alcoólica antes de dormir, isto pode deixar o sono muito leve e fragmentado.

– estabeleça uma rotina para dormir, fazendo sempre o mesmo ritual, sabendo que é hora de tranqüilizar-se, sempre à mesma hora.

– use o quarto apenas para dormir, depois que apagou a luz se demorar mais de 15 minutos para adormecer, saia da cama e só volte quando tiver sono.

– se tiver dor, não tome remédio para dormir, consulte um médico para que ele lhe indique o tratamento mais adequado

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FONOAUDIOLOGIA NA DOENÇA DE PARKINSON

FONOAUDIOLOGIA NA DOENÇA DE PARKINSON

A doença de Parkinson (DP) é também conhecida popularmente como mal de parkinson. Esta alteração é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, caracterizada principalmente por 4 sintomas motores: lentidão para realizar os movimentos, o que é chamado de bradicinesia; rigidez muscular, tremor nas situações de repouso (por exemplo, com a mão apoiada sobre a perna) e instabilidade na postura corporal, o que pode ocasionar desequilíbrios.

Na DP os pacientes apresentam  mudanças na voz e na fala. A principal queixa destes pacientes são a voz fraca ou muito baixa, isso ocorre devido a falta de fechamento correto das pregas vocais durante a fala, possivelmente devido a rigidez muscular e a lentidão dos movimentos presentes na Doença de Parkinson. O paciente também pode apresentar uma fala monótona devido a dificuldade em modular os tons graves e agudos, ou seja, as frases são faladas de modo constante, com perda da entonação, melodia ou redução da velocidade de fala, dificultando a capacidade de transmitir as emoções pela voz. Outros pacientes podem acelerar o ritmo da fala de modo a encurtar o tempo de emissão de uma frase e, conseqüentemente, dificultar a sua compreensão.

O objetivo da terapia fonoaudiológica é melhorar a comunicação funcional do paciente, por meio de exercícios vocais que estimulam o fechamento correto das pregas vocais durante a fala, deixando a voz mais forte com maior clareza na emissão dos sons da fala, possibilitando a relação social dentro e fora de casa, como: falar ao telefone, compartilhar fatos com amigos, conversas em família, realizar transações financeiras ou usar o bankline, consultas e compromissos, eventos sociais, ir ao restaurante, festas, atividades do cotidiano como fazer compras, participar do coral e entre outros. Enfim, nosso objetivo é ajuda-lo a manter a convivência do parkinsoniano junto a família, nos grupos comunitários  e entre os amigos através da sua comunicação.

Nos últimos anos tem havido uma renovação de interesse na neurocirurgia funcional, desenvolvendo, assim, tratamentos cirúrgicos para minimizar os sintomas da DP. São cirurgias indicadas para aliviar os principais sintomas de DP como tremor, rigidez e bradicinesia – perda ou lentidão dos movimentos, tais como: talatomia, palidotomia, subtalamotomia, transplantes de células e a estimulação cerebral profunda.

Dentre as opções cirúrgicas citadas acima, a cirurgia de estimulação cerebral profunda (DBS – Deep Brain Stimulation) é uma alternativa terapêutica que foi utilizada pela primeira vez na década de 1970 para o tratamento da dor crônica.  Os possíveis efeitos colaterais da estimulação cerebral podem incluir Problemas de fala chamada de disartria e problemas na formação das palavras (disfasia)

Foram avaliadas as publicações cientificas sobre o DBS no tratamento da voz entre 2002 e 2011, e chegou-se a conclusão de que na década passada ocorreu aumento na eficácia do DBS utilizada no tratamento dos tremores vocais, muito embora tenham sido relatados poucos estudos e pequeno número de pacientes.

Os trabalhos que avaliam os efeitos imediatos após a terapia fonoaudiológica dos pacientes com DBS são escassos e controversos na literatura, o que sugere a necessidade de mais estudos que investiguem a estabilidade vocal e, consequentemente, a qualidade de vida após a cirurgia.

A qualidade de vida e a longevidade dos pacientes com a DP dependerão de um tratamento adequado para controle dos sintomas motores, do acompanhamento multiprofissional contínuo realizado pela Fisioterapia, Fonoaudiologia, Psicologia, Terapia Ocupacional e Neurologia.

Com estas informações descritas acima a fonoaudióloga Giovana Diaféria coordenadora do Serviço de Fonoaudiologia da ABP está a disposição para ajudar a esclarecer tais dúvidas e para possível tratamento fonoaudiológico, pelo whatsapp 11-94751799, ou pelo email gidiaferia@hotmail.com

Procurem-nos! Esperamos com isso melhorar ainda mais a qualidade de vida dos nossos pacientes

 

 

 

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SEMANA DO SONO – A IMPORTÂNCIA DO SONO PARA A SAÚDE

SEMANA DO SONO – A IMPORTÂNCIA DO SONO PARA A SAÚDE

De 15 a 21 de março de 2021 inicia a campanha da semana do sono, com objetivo de promover a conscientização social sobre a importância do sono para a saúde e a qualidade de vida.

Se há um tema que está deixando a comunidade científica bem acordada, é a discussão sobre a qualidade do sono. Embora a falta de repouso possa passar despercebida para as pessoas, ela trabalha como um inimigo oculto, que traz consequências bastante perceptíveis. Estudos recentes comprovam que é necessário um descanso mínimo de sete horas diárias para não comprometer a qualidade de vida. Um bom sono melhora as funções cognitivas, a memória, a atenção, o raciocínio e também o equilíbrio emocional.

A medicina do sono é uma área da saúde relativamente nova que estuda as funções do sono e os seus principais distúrbios, avaliando a forma com que estes impactam na vida das pessoas. Existem mais de 80 distúrbios do sono, porém os principais distúrbios do sono são: apneia obstrutiva, insônia, sonambulismo e bruxismo.

Um estudo epidemiológico realizado em 20101 pela UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), que envolveu uma amostra representativa de 1042 voluntários da cidade de São Paulo, entre 20 e 80 anos de idade, apontou que um terço (32,9%) dessa população sofre com a Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS), sendo caracterizada por episódios recorrentes de obstrução total ou parcial (hipopneia) da via aérea superior (nariz) durante o sono. Esta é uma das doenças mais frequentes dos distúrbios respiratórios do sono. Como consequência de tal distúrbio, ocorre sonolência excessiva diurna, perda ou má qualidade do sono, o que pode ocasionar acidentes de trabalho, de trânsito, além do aparecimento de prejuízos graves à saúde, como hipertensão arterial sistêmica, infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca congestiva, arritmias, doenças cerebrovasculares (AVCs) e alterações do humor.

Portanto cabe ressaltar que, com o grande aumento das publicações sobre o assunto e a evolução dos estudos, os profissionais da saúde, especialistas em medicina do sono apresentam conhecimento aprofundado sobre os distúrbios dos sonos para que, assim, possam contribuir e acompanhar a melhor conduta dirigida ao paciente, seja com orientações sobre a higiene do sono, medicamentos, uso do CPAP (Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas), cirurgias (nasais e/ou na garganta), aparelhos intra-orais, terapia fonoaudiológica e/ou a terapia cognitivo comportamental.

Na era da informação, de transformações rápidas e avanços da tecnologia, o ser humano está tão preocupado em ficar acordado e participar de todos os acontecimentos e mudanças, que esquece de sonhar e investir em descanso. Ele não percebe que isso afeta diretamente a execução de suas tarefas mais simples. O sono é um dos elementos centrais para uma vida saudável. A saúde física e emocional depende diretamente de suprir esta necessidade básica. Sem um sono adequado, a capacidade de concentração, de julgamento, de clareza na fala, na organização das idéias no trabalho, de participação em atividades da vida diária diminui e a irritabilidade aumenta. Além disso, a perda ou o prejuízo do sono afetam as relações familiares e sociais, a produtividade no trabalho e a competência comunicativa.

Este boletim tem a pretensão de ser uma ferramenta para elucidar a importância do sono e alertar sobre os prejuízos advindos de seus distúrbios.

Segue abaixo algumas dicas úteis e importantes para uma boa qualidade do sono:

– procure deixar o quarto escuro e silencioso, se não gosta de dormir no escuro deixe uma lâmpada azul bem fraquinha num canto do quarto, isso é suficiente por exemplo se precisar levantar para ir ao banheiro. A temperatura do quarto deve ser confortável, nem frio e nem quente !.

– evite ingerir alimentos pesados e procure deitar-se somente após um mínimo de 2 horas após o jantar. Um chá morninho de ervas – Melissa, Camomila, Erva Doce ajuda a preparar o corpo para o sono.

– evite beber chá preto, chá mate e café no período da noite pois podem dificultar o início do sono.

– só tome comprimidos para dormir com orientação médica.

– evite exercícios físicos no final da tarde ou à noite pois estes costumam dificultar o sono.

– tome um banho morno antes de deitar se sentir que isto facilita o sono.

– se tiver insônia não fique na cama. Procure ouvir música ou ler.

– use roupas leves e confortáveis para dormir de acordo com a estação do ano.

– verifique as condições do seu colchão e dos lençóis deixando –os bem esticados.

– evite o consumo excessivo de líquidos após as 18:00 horas.

– evite assistir TV antes de dormir, o ideal é que fique uma boa meia hora, depois de desligar a TV, fazendo uma atividade com um foco de luz indireto, por exemplo uma leitura, ver revistas, fazer palavra cruzada pois isto prepara o corpo e a mente para o sono.

– evite fumar e consumir bebida alcoólica antes de dormir, isto pode deixar o sono muito leve e fragmentado.

– estabeleça uma rotina para dormir, fazendo sempre o mesmo ritual, sabendo que é hora de tranqüilizar-se, sempre à mesma hora.

– use o quarto apenas para dormir, depois que apagou a luz se demorar mais de 15 minutos para adormecer, saia da cama e só volte quando tiver sono.

– se tiver dor, não tome remédio para dormir, consulte um médico para que ele lhe indique o tratamento mais adequado

  • Tufik S, Santos-Silva R, Taddei JA, Bittencourt LR. Obstructive sleep apnea syndrome in the Sao Paulo Epidemiologic Sleep Study. Sleep Med. 2010;11(5):441-6.

Dra. Giovana Diaféria

Fonoaudióloga Clínica, Mestre e Doutora em Neurociências pela UNIFESP

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DIA INTERNACIONAL DA CONSIENTIZAÇÃO DA DOENÇA DE PARKINSON – 11 DE ABRIL

DIA INTERNACIONAL DA CONSIENTIZAÇÃO DA DOENÇA DE PARKINSON – 11 DE ABRIL

O que é

A Doença de Parkinson (DP) é uma doença degenerativa do sistema ner­voso central, crônica e progressiva..  A DP reduz a produção da dopamina, que é um neurotransmissor (substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas).

A dopamina ajuda na realização dos movimentos voluntários do corpo de forma automática, ou seja, não precisamos pensar em cada movimento que nossos músculos realizam. Na falta dela, particularmente numa pequena região encefálica chamada substância negra, o controle motor do indivíduo é perdido, ocasionando sinais e sintomas característicos.

Prevalência e Incidência

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2014), cerca de 1% da população mundial acima de 65 anos é portadora da Doença de Parkinson. A prevalência estimada é de 100 a 200 casos por 200 mil habitantes e sua incidência e prevalência aumentam com a idade. No Brasil, estima-se que 200 mil pessoas sofram a doença. Depois do Alzheimer, a DP é a segunda enfermidade mais prevalente no idoso. Se considerarmos o envelhecimento da população brasileira nas próximas décadas, poderemos entender o impacto desta enfermidade, social e econômico, em um futuro não muito distante.

Causas

Com o envelhecimento das pessoas, todos os indivíduos saudáveis apresentam morte progressiva das células nervosas que produzem dopamina. Algumas pessoas, entretanto, perdem essas células (e consequentemente diminuem muito mais seus níveis de dopamina) num ritmo muito ráPido e, assim, acabam por manifestar os sintomas da doença.

Não se sabe exatamente quais as causas que levam a essa perda progressiva e exagerada de células nervosas (degeneração). Existem mais de um fator que possivelmente deve estar envolvido no desencadeamento da doença. Esses fatores podem ser genéticos ou ambientais.

Principais sintomas

OS principais sintomas motores da DP são a lentidão motora (bradicinesia), a rigidez entre as articulações do punho, cotovelo, ombro, coxa e tornozelo, os tremores de repouso percebidos nos membros superiores e geralmente predominantes em um lado do corpo quando comparado com o outro e, finalmente, o desequilíbrio. E existe os sintomas não-motores como depressão, diminuição do olfato, excesso de saliva, alterações intestinais, da pele e do sono.

Alterações da Marcha

Na DP o paciente apresenta lentidão ao andar, os passos ficam bem menores, o corpo inclinado para frente e os braços com menos movimentos. Episódios de congelamento, pois é relatado pelo paciente como uma sensação de “os pés sendo colados ao chão”, quando há uma dificuldade para iniciar e continuar andando. Essas alterações afetam diretamente as atividades de vida diária dos pacientes, oferecendo um grande risco de quedas, uma vez que o paciente ao dar passos pequenos, tendem a perder o equilíbrio com mais frequência.  A literatura aponta que em 87% dos pacientes apresentaram queda, 33% chegaram a apresentar algum tipo de fratura e 81% congelamento.

Alterações na voz, fala e deglutição

Na DP as pessoas podem apresentar mudanças na voz e na fala como queixa principal voz fraca ou muito baixa, isso ocorre devido a falta de fechamento correto das pregas vocais durante a fala, possivelmente devido a rigidez muscular e a lentidão dos movimentos presentes na DP. O paciente também pode apresentar uma fala monótona devido a dificuldade em modular os tons graves e agudos, ou seja, as frases são faladas de modo constante, com perda da entonação, melodia ou redução da velocidade de fala, dificultando a capacidade de transmitir as emoções pela voz. Outros pacientes podem acelerar o ritmo da fala de modo a encurtar o tempo de emissão de uma frase e, conseqüentemente, dificultar a sua compreensão. Além disso os pacientes podem apresentar alterações para engolir a comida, pois essa alteração são observadas mais tardiamente, quando comparada aos outros sintomas. É de suma importância, pois trata-se da função responsável pela nutrição, hidratação e do controle da saliva.

Durante a alimentação o paciente pode apresentar uma lentidão e incoordenação dos movimentos de língua, lábios, bochechas, céu da boca, mandíbula que estão envolvidos durante o ato de engolir a comida e líquidos. Além disso, ocorre a diminuição do movimento automático de engolir a saliva, o que pode ocorrer o acúmulo da saliva e até mesmo dos alimentos nos cantos da boca. Quando a saliva não é deglutida, pode acumular-se na garganta (laringe) causando uma sensação desagradável, prejudicando na emissão dos sons da fala e até mesmo penetrar ou aspirar para o pulmão.

Diagnóstico

O diagnóstico da doença de Parkinson é essencialmente clínico, baseado na correta valorização dos sinais e sintomas descritos. O profissional mais habilitado para tal interpretação é o médico neurologista, que é capaz de diferencia esta doença de outras que também afetam involuntariamente os movimentos do corpo. Os exames complementares, como tomografia cerebral, ressonância magnética etc., servem apenas para avaliação de outros diagnósticos diferenciais.

Tratamento

A DP é tratável e geralmente seus sinais e sintomas respondem de forma satisfatória às medicações existentes. Esses medicamentos, entretanto, são sintomáticos, ou seja, eles repõem parcialmente a dopamina que está faltando e, desse modo, melhoram os sintomas da doença. Devem, portanto, ser usados por toda a vida da pessoa que apresenta tal enfermidade, ou até que surjam tratamentos mais eficazes.

Ainda não existem drogas disponíveis comercialmente que possam curar ou evitar de forma efetiva a progressão da degeneração de células nervosas que causam a doença. Há diversos tipos de medicamentos antiparkinsonianos disponíveis, que devem ser usados em combinações adequadas para cada paciente e fase de evolução da doença, garantindo, assim, melhor qualidade de vida e independência do paciente. Também existem técnicas cirúrgicas para atenuar alguns dos sintomas da DP, que devem ser indicadas caso a caso, quando os medicamentos falharem em controlar tais sintomas.

O tratamento da DP deve ser multidisciplinar, aliando medicamentos a outras terapias, como: fisioterapia, fonoaudiologia, suporte psicológico e nutricional, atividade física regular entre outros é melhorar a qualidade de vida do paciente, reduzindo o prejuízo funcional decorrente da doença, permitindo que o paciente tenha uma vida independente, com qualidade, por muitos anos. 

Prevenção

Não há como prevenir a DP com os recursos disponíveis atualmente.