FONOAUDIOLOGIA NA DOENÇA DE PARKINSON
A doença de Parkinson (DP) é também conhecida popularmente como mal de parkinson. Esta alteração é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, caracterizada principalmente por 4 sintomas motores: lentidão para realizar os movimentos, o que é chamado de bradicinesia; rigidez muscular, tremor nas situações de repouso (por exemplo, com a mão apoiada sobre a perna) e instabilidade na postura corporal, o que pode ocasionar desequilíbrios.
Na DP os pacientes apresentam mudanças na voz e na fala. A principal queixa destes pacientes são a voz fraca ou muito baixa, isso ocorre devido a falta de fechamento correto das pregas vocais durante a fala, possivelmente devido a rigidez muscular e a lentidão dos movimentos presentes na Doença de Parkinson. O paciente também pode apresentar uma fala monótona devido a dificuldade em modular os tons graves e agudos, ou seja, as frases são faladas de modo constante, com perda da entonação, melodia ou redução da velocidade de fala, dificultando a capacidade de transmitir as emoções pela voz. Outros pacientes podem acelerar o ritmo da fala de modo a encurtar o tempo de emissão de uma frase e, conseqüentemente, dificultar a sua compreensão.
O objetivo da terapia fonoaudiológica é melhorar a comunicação funcional do paciente, por meio de exercícios vocais que estimulam o fechamento correto das pregas vocais durante a fala, deixando a voz mais forte com maior clareza na emissão dos sons da fala, possibilitando a relação social dentro e fora de casa, como: falar ao telefone, compartilhar fatos com amigos, conversas em família, realizar transações financeiras ou usar o bankline, consultas e compromissos, eventos sociais, ir ao restaurante, festas, atividades do cotidiano como fazer compras, participar do coral e entre outros. Enfim, nosso objetivo é ajuda-lo a manter a convivência do parkinsoniano junto a família, nos grupos comunitários e entre os amigos através da sua comunicação.
Nos últimos anos tem havido uma renovação de interesse na neurocirurgia funcional, desenvolvendo, assim, tratamentos cirúrgicos para minimizar os sintomas da DP. São cirurgias indicadas para aliviar os principais sintomas de DP como tremor, rigidez e bradicinesia – perda ou lentidão dos movimentos, tais como: talatomia, palidotomia, subtalamotomia, transplantes de células e a estimulação cerebral profunda.
Dentre as opções cirúrgicas citadas acima, a cirurgia de estimulação cerebral profunda (DBS – Deep Brain Stimulation) é uma alternativa terapêutica que foi utilizada pela primeira vez na década de 1970 para o tratamento da dor crônica. Os possíveis efeitos colaterais da estimulação cerebral podem incluir Problemas de fala chamada de disartria e problemas na formação das palavras (disfasia)
Foram avaliadas as publicações cientificas sobre o DBS no tratamento da voz entre 2002 e 2011, e chegou-se a conclusão de que na década passada ocorreu aumento na eficácia do DBS utilizada no tratamento dos tremores vocais, muito embora tenham sido relatados poucos estudos e pequeno número de pacientes.
Os trabalhos que avaliam os efeitos imediatos após a terapia fonoaudiológica dos pacientes com DBS são escassos e controversos na literatura, o que sugere a necessidade de mais estudos que investiguem a estabilidade vocal e, consequentemente, a qualidade de vida após a cirurgia.
A qualidade de vida e a longevidade dos pacientes com a DP dependerão de um tratamento adequado para controle dos sintomas motores, do acompanhamento multiprofissional contínuo realizado pela Fisioterapia, Fonoaudiologia, Psicologia, Terapia Ocupacional e Neurologia.
Com estas informações descritas acima a fonoaudióloga Giovana Diaféria coordenadora do Serviço de Fonoaudiologia da ABP está a disposição para ajudar a esclarecer tais dúvidas e para possível tratamento fonoaudiológico, pelo whatsapp 11-94751799, ou pelo email gidiaferia@hotmail.com
Procurem-nos! Esperamos com isso melhorar ainda mais a qualidade de vida dos nossos pacientes